Os voyeurs que me desculpem, mas meu sentido preferido é o tato.
É claro que ver uma bela paisagem ou uma mulher realmente elegante pode ser muito prazeroso.
Apreciar um bom vinho ou uma saborosa comida caseira, mineira, italiana ou japonesa.
Sentir aquele perfume de banho recém tomado ou o aroma do mar durante um pôr-do-sol na primavera.
Ou, quem sabe ouvir uma boa música ou o som da voz do seu filho pela primeira vez. Não preço, nem emoção maior para se comparar.
Pensando em tudo isso, você pode se perguntar Afinal, por que o TATO?
A resposta e a explicação são simples: Quando éramos bebê adorávamos ser tocados. É verdade, todo neném adora massagens e muito carinho. Ele se sente reconfortado. Como se pudesse retornar ao conforto do útero materno.
Com o passar dos anos e com a conquista da tão estimada independência, vamos perdendo contato e menosprezando o tato.
A maior parte dos adultos não se tocam e quando o fazem, se limitam a simples apertos de mãos ou no máximo beijinhos nos rostos mal encostados (beijinhos que mais encontram o ar que um rosto propriamente dito).
Ainda se perguntando “Por que o TATO?”
Ok, vou explicar melhor.
Com a chegada deste tempo ‘moderno’ e ‘hi-tech’ que vivemos, muitas coisas são vistas, através de quadrados, ou seja, janelas dos carros, do quarto, do avião, ou mesmo do elevador; televisores, monitores de computador, de celular, de videogames, etc. Não interessa. A verdade é que a realidade é virtual e nela suprimos boa parte dos nossos sentidos.
Podemos ver a paisagem, ouvir o barulho do mar, e até pedir um prato, mas e o tato, como fica?
Não podemos sentir a brisa no rosto, nem os cabelos ao vento.
O tato é menosprezado, mesmo sendo tão essencial. É pela sua falta que entramos em depressão e não entendemos porquê. É pela sua ausência que muitos casamentos acabam e muitos casos começam.
Toque-se, toque os outros, toque as coisas e deixe-se ser tocado.
Abrace, beije, aperte, sinta sem medo de ser feliz.
Sabe como cheguei a esta conclusão?
Adeptas das ‘modernidades’ citadas e tantas mais, vivo longe de muitas pessoas queridas e aproveito todos os recursos possíveis para poder participar (nem que virtualmente) da vida destas pessoas. Telefono, faço vídeo-chamada, mando mensagens, sms, enfim, faço o que estiver a meu alcance. Falo, ouço, vejo, mas não toco.
Posso conviver diariamente com estas pessoas, saber se estão felizes, se algo incomoda seus pensamentos, mas não posso abraçá-las, nem reconfortá-las. E é por isso que adoro o TATO e morro de saudades de abraço querido de um beijo comprido e de um simples caminhar lado a lado.
Amo vocês, minhas irmãs queridas!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
gostei, escrevi, tb mais nao deu...
ResponderExcluiramo vcs!
estou na casa de uma amiga aki em kaiserslauterns, eu tenho que escrever um testo sobre saarbrücken, estou com saudades, carol mando noticias, falo quase toda semana com a vivi, mas com vc nao! como estao as coisas ai?
yammmyammm